viagens que escorregam pelo tempo e que parecem nunca acontecer realmente, apesar de passarmos por elas e de sentirmos as marcas que deixam em nós, prova evidente de que estivemos lá... mas parece que pouco ficou, queo passado não foi um mestre suficientemente persuasivo e marcante, cujos ensinamentos se esvaem tão depressa quanto so grãos de areia que passam velozes pela ampulheta.
as cores mudam como as estações, mas, por dentro, nada...
há ecos surdos no meu corpo, que parece escutar outras vozes, invisíveis.
uma sombra branca cega-me numa asfixia de dormência.
anseio por uma paz maior, que já tive - felizmente que o desassossego maior já não me acompanha!
se pudesse, pintava um Picasso para deleite dos outros e meu, mas como mal domino o ver as cores sem as trocar em nós, novelos e linhas....
gostava de sentir um cheiro calmo de alfazema sem o sobressalto dos minutos que passam...
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