22.12.06

21 Dezembro 2006 II

Fleeing flogging fledgeling gargoyles made of soap sing glorious songs of emptiness and cry blissful tears of blood.
At their feet, the city bustles on, like some made machine of permanent mayhem.
There are purple clouds under a cobalt-blue sky – the promise of redeeming, cleansing rain – but still the suffering and pain and despair keep pilling up on the sidewalks.
The arcane seers feel helpless and overwhelmed and pray for the ancient god's kind compassion.
They know this is the serpent's time. It's forked tongue fills the air with almost inaudible sounds of conjuring – her minions of wrath and foul breath are being summoned.
Hope is now but a distant dim light, like a candle, stubbornly lit on the deck of a ship amidst a storm, every element conspiring and using it's every strength and vile trickery to extinguish it.
Will some ray of Sun be able to breakthrough and give us a tiny shred of fortitude to go on?

21 de DEzembro de 2006 I

Compreender que os outros não nos compreendem, não porque não queiram, mas porque não conseguem, apesar de tentarem, custa um bocado.
Torna bastante evidente o sentimento de solidão primordial.
Este está definitivamente a ser um ano de aprendizagens, descobertas e re-aprendizagens, infelizmente algumas por vias mais custosas e sofridas. Talvez seja o Universo a re-equilibrar o Karma e a fazer-me passar por algum do sofrimento do qual antes fugi e evitei.
De alguma maneira estou de novo a viver algumas coisas pelas quais já passei antes, não as mesmas, claro, mas coisas com padrões semelhantes...

21.12.06

re-aprender

A doença é uma grande mestra, tanto para doentes como para quem deles cuida.

Penso que nos ensina, talvez não de uma forma muito positiva, a ter uma atitude de maior aceitação, paciência e resignação.

Quem está doente volta a um estado de dependência de terceiros, muitas vezes esquecido desde a infância; quem cuida, tem de pôr de lado os interesses de si, em prol de outro.

Quanto a mim, vejo a doença como um momento a evitar o mais possível: detesto estar dependente e não consigo ainda pôr-me a mim totalmente de lado em prol de outro... Há quem diga que é algo que naturalmente vem com a paternidade, mas creio que também é algo que se pode aprender, desenvolver e treinar, pelo que tento trabalhar nisso, até porque acho que já fui muito mais paciente com algumas coisas em que a impaciência nada resolve e gostava de voltar a sê-lo – é bem menos desgastante...

17 de Dezembro de 2006

14 de Dezembro de 2006

Hoje esteve um belíssimo dia, do qual infelizmente so gozei umas escassas horas.
Apesar de ter sentido a parte final do dia como um dia de Julho, mas com frio, passaram na minha cabeça interrogações tais como “Porque é que a vida insiste em ser um mar demasiado revolto, que ataca com fúria inesperada a nossa demasiado frágil piroga, depois de tempos que pareciam ser de acalmia?”.
A analogia entre vida e mar parece-me funcionar perfeitamente: ambos são inesperados, apesar dos sinais que antecedem os acontecimentos, sendo necessária apurada ciência e calejada sabedoria para os saber interpretar convenientemente; ambos têm períodos de acalmia e de fúria; em ambos se chega umas vezes a bom porto, noutras a lugar nenhum; em ambos nos podemos perder ou encontrar e, finalmente, faz parte da essência de ambos o potencial da viagem e da descoberta.

Hospital II

Esta espera não se sabe bem pelo quê é deveras angustiante, especialmente quando não há qualquer espécie de indicação seja em que sentido for...
Ao fim de horas, o azul-roxo das paredes já enjoa, todas as cadeiras são desconfortáveis e as conversas que se escutam ao longe, insuportáveis.
A minha falta de simpatia para com estes lugares, combinada com a minha cada vez mais notória e notada falta de paciência para fretes e esperas não facilitam a travessia destes momentos.
Como coisas boas, o avanço na leitura e esta escrita que pratico, como se de algo importante e inadiável se tratasse.
Ao meu lado, a doença faz o seu trabalho, desgastando e desesperando quem a carrega – uma boa altura para se perceber á evidência as vantagens de se ser saudável e por isso agradecer aos deuses do panteão ou aos do código genético ou da robustez imunológica.
Ver o modo como a doença trabalha, dá acrescida motivação para se procurar a sua nemésis, a saúde.
Provavelmente com coisas pequenas se conseguem evitar males maiores, mesmo que algumas dessas pequenas coisas obriguem a sacrificar luxos supérfluos.
Cada vez mais me parece que a minha “decisão de Ano Novo” antecipada, de apostar mais na minha saúde, nas suas diversas faces, é uma aposta necessária, isto se pretendo ter mais uns tempos de bem-estar de futuro, ainda que em sacrifício de algum prazer mais contemporâneo e imediato.

13_dez_06_II

Hospital I

Esperando na madrugada num hospital, um sentimento torna-se presente e consciente.

Desde há dias que me vem invadindo as entranhas, insinuando-se como um perverso caruncho que vai roendo o interior da madeira, até a deixar como uma frágil casca.

Estes dias como “enfermeiro”, sem nenhuma culpa do enfermo, fragilizaram a minha vontade e o meu “impulso”.

Como de outras vezes, sei qual o remédio que preciso tomar, mas por ser duro e difícil o seu sabor, resisto a tomá-lo, distraindo-me com meros “analgésicos” que sei não fazerem mais do que ocultar as verdadeiras causa e origem, tornando ligeiramente mais suportável este mal de saber que é nas minhas mãos que está boa parte da solução e que por ela tenho de assumir responsabilidade.

13_dez_06_I

10 Dezembro 06

Savouring the flower's flavour, I dream of a field of blissful blossoms and gentle breeze, with calm and peacefulness within.

subitamente

Comecei ontem a ter um vislumbre do porquê de certas opções pessoais de algumas pessoa que conheço ligadas a profissões de ajuda: pode ser muito complicado, para um outro com quem aquele-que-ajuda tem uma relação pessoal próxima, de perceber e, mais até do que perceber, aceitar, que há momentos em que ajudar terceiros é mais importante do que a relação pessoal.
Quase subitamente ficou muito mais claro porque é que muitas pessoas-que-ajudam gente a ter relações íntimas estáveis e saudáveis, têm dificuldades em ter uma e/ou optem por um ter um estilo de vida solitário.
A coisa não é complicada: muito poucas pessoas toleram ser postas em 2º plano numa relação em favor de um 3º estranho, mesmo que consigam entender que esse 3º, naquele momento, precisa de mais atenção e do apoio daquele-que-ajuda...

27 Nov 2006

16.12.06

Giver's game

I prefer to see life as a giver's game: by giving, you enhance your chances of getting something back, although there's nothing you can do to guarantee any earnings...

23nov06

JUST a part

You’re not a part, you’re just an accessory, a mere component o things beyod your
wildest dreams…



30out06

again

Again... I am starting to feel some need to be alone... again... that's fine, 'cause I tend to feel like that when I somehow "smell" loneliness comig to meet me... again...

12.12.06

dwelling

to dwell in tough thoughts is no way to get things done...

11.12.06

11 de Dezembro de 2006

Atirado para um vórtice existencial, sinto-me puxado e agrilhoado por mil perguntas e respectivas respostas, algumas com mais faces do que as de Zeus sedutor e menos verdade...

Haverá caminhos mais certos? O que trilho é meu, mas parece que desaparece no meio de um nevoeiro que insiste e persiste em não me deixar ver claro.

Por vezes parece que desvanece, mas torna-se de novo presente tal como as ondas que castigam as costas com renovada força depois de uma pequena acalmia...

E sei que nada há a fazer a não ser continuar, uma e outra vez, mesmo que as escorregadelas, tropeções e quedas dolorosas sejam garantidas de futuro...

10.12.06

10 dez 06 III

passear pelos perfis aqui do facebox é interessante...

põem em perspectiva o real nível de felicidade das pessoas e à sua necessidade de comunicar, de aparecer, de parecer qualquer coisa que os outros possam gostar...

aqui tudo parece fácil bonito, à mão de semear...

mas pergunto-me quantas destas pessoas conseguirão, ou sequer quererão, ter de facto relações significativas que vão para além da facilidade dos smileys electrónicos - é que é muito mais fácil aqui parecer que se sorri a qualquer hora...

se calhar procuramos aqui um nível mais ou menos constante de bem estar que dificilmente se consegue lá fora, onde há chatices, e chuvas e patrões chatos e trânsito...

vimos aqui em busca de um qualquer soro de felicidade que contraponha o cinzentismo que nos asfixia e sufoca...
10 dez 06 II

frio em mim que me faz tremer
uma presença ali que me faz hesitar
estar perto e saber que há cada vez mais distância
o Inverno podia não ser
10 dez 06

coherent dreams of silence lost jump my mind in disarray

the monster's black claws dig deep in my soul's flesh, making me bleed and weep in agony

where is the healer?

no redemption without pain, no freedom without loss, no choice without leaving something behind

7.12.06

07 de Dezembro de 2006

A solidão do Homem faz parte da sua essência... Mas quando nos habituamos a
companhia torna-se mais difícil de suportar...
05 Outubro 06

A dark quandary of many questions and very few answers.
Feeing images cross my mind ain a rapid succession of faces, moods, emotions and dispositions.
There are garments in this rugged ground and an albatross singing in the background.
The familiar demons of my mind taunt me with their sweet lying tongues, speaking smoothly of feats of great glory and appraisal.
I try to make them go away with a shake of the head and the vibrant tunes of the pilgrim’s song, to no avail.. They make themselves even more present and persistent and star singing louder than my tunes.
I shut up, listen and think of blue flamingos and drunken tortoises in heath.
All will be well when the morning comes… I hope.
27 Setembro 06

Archimedic delight with no reality.
Euclidic nightmares of bent straight lines and curved spaces, no parallels trough a point or endless scores of them, scaring the moon’s invisible face.
Planets are falling from their orbits, like rocks around the sun, ignoring Newton’s desire of a clockwork universe.
The Master Clock Maker is an ancient belief, quickly becoming forgotten.
16 Setembro 06

The white sound of dreams
Dreams are cavernous incarnations of terrors past
I choke in blood’s white bosom
The living-dead offer countless blessings to those who carry the white flowers
God’s army has left the battlefield and the spoils to the winners
We will never taste such blissful wine of roses again
Maio 04, parte II

A vida salta!

O comportamento do Homem é previsível, ainda que dentro de limites que não são claramente definidos e que seguem uma lógica difusa, sem que isso seja motivo para que deles duvidemos
O "livre arbítrio" é um facto que gera uma grande perturbação num sistema que já de si é pouco linear, o que me parece apenas ser contrariado, e apenas em partem pela quantidade de informação que se tem sobre sujeito e contexto, quantidade essa que, por muito grande que seja, dificilmente se poderá garantir, com elevado grau de certeza, que seja suficiente, dado que o sujeito tem uma série de fontes dela a que não é possível termos acesso, enquanto entidades exteriores a ele.
A juntar a isto há ainda que levar em conta a capacidade de atribuição de significado e de interpretação da informação recebida, que a alteram e transfiguram, colocando em campo mais um factor de alteração do padrão de potencialidades de comportamento.
Maio 04, Madrugada

O dia começa com cansaços e lágrimas e tristezas

Mais perto da manhã, com sofrimentos consagrados e atrasos comprovados, tenta-se restabelecer o corpo com algum alimento, enquanto se escrevem estas linhas.

A pergunta da noite: o que é que te inspira?
A resposta: a vida, o céu, as pessoas, tudo o que tem a ver com estar vivo. E no entanto, tanta vida e tão pouca inspiração...