21.12.06

14 de Dezembro de 2006

Hoje esteve um belíssimo dia, do qual infelizmente so gozei umas escassas horas.
Apesar de ter sentido a parte final do dia como um dia de Julho, mas com frio, passaram na minha cabeça interrogações tais como “Porque é que a vida insiste em ser um mar demasiado revolto, que ataca com fúria inesperada a nossa demasiado frágil piroga, depois de tempos que pareciam ser de acalmia?”.
A analogia entre vida e mar parece-me funcionar perfeitamente: ambos são inesperados, apesar dos sinais que antecedem os acontecimentos, sendo necessária apurada ciência e calejada sabedoria para os saber interpretar convenientemente; ambos têm períodos de acalmia e de fúria; em ambos se chega umas vezes a bom porto, noutras a lugar nenhum; em ambos nos podemos perder ou encontrar e, finalmente, faz parte da essência de ambos o potencial da viagem e da descoberta.

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