Esperando na madrugada num hospital, um sentimento torna-se presente e consciente.
Desde há dias que me vem invadindo as entranhas, insinuando-se como um perverso caruncho que vai roendo o interior da madeira, até a deixar como uma frágil casca.
Estes dias como “enfermeiro”, sem nenhuma culpa do enfermo, fragilizaram a minha vontade e o meu “impulso”.
Como de outras vezes, sei qual o remédio que preciso tomar, mas por ser duro e difícil o seu sabor, resisto a tomá-lo, distraindo-me com meros “analgésicos” que sei não fazerem mais do que ocultar as verdadeiras causa e origem, tornando ligeiramente mais suportável este mal de saber que é nas minhas mãos que está boa parte da solução e que por ela tenho de assumir responsabilidade.
13_dez_06_I
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